segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Aos amados blogueiros.
Tenho estado muito envolvida com a vontade do Pai, por isso dei uma longa parada,porém retornarei após o Carnaval..Shalom!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo.
http://www.youtube.com/watch?v=ImzGMBrBMOQ
alguns dos louvores que marcaram meu coração.
Louvores são a sintonia do Deus vivo conectados ao nosso espírito.São bálsamo, são pérolas, oferecidas pelo criador para sua mais perfeita criação, que somos nós sua imagem e semelhança.Obrigado Senhor por pérolas tão preciosas, que tocam profundamente nossa alma e espírito, nos elevando e fazendo-nos sentir o verdadeiro sentido de ser seu, e fazer parte do maravilhoso plano que tens para sua Igreja.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Tony Meléndez um exemplo de superação diante de uma situação cercada por dor, incapacidade física, e emocional.Glórias a Deus!
http://www.youtube.com/watch?v=lj_0_0By538
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo.

Passavam-se os dias, e o lustre[apelido que coloquei nos frascos de soro] iam diminuindo e eu não conseguia sentir-me ostomizada,eu ainda estava anestesiada por Deus pois ele entende nossas dores, nossos traumas, nossos limites.Uma enfermeira que eu me afeiçoei muito em um domingo após a visita,veio olhar minha sonda e perguntou-me:Como você está em relação a colostomia?eu desandei a chorar e falei que não iria olhar,que estava assustada e não sabia como faria para lidar com aquela situação. Ela olhou-me e calmamente foi colocando alguns pontos muito sérios em relação a minha reação.Eu olhei aquela mulher jovem, um pouco mais do que eu e disse-lhe:Deus me dará o tempo que preciso para restabelecer toda a quimíca do meu cérebro,pois eu estava emocionalmente adoecida.Ela concordou, porém disse-me que eu teria que começar a olhar para o meu ostoma e ve-lo como meu amigo,pois Deus deu-me o escape para viver mais um pouco, e o ostoma era minha nova fase como corpo físico.Chorei muito quando ela saiu ,e pedi ao Senhor um socorro para toda aquela situação,eu estava como uma folhinha ao vento, frágil, frágil. Fiquei meditando e pedindo direção e compaixão,pois teria que enfrentar o meu Golias.Tive uma visitação do E.Santo em meu interior e isso me acalmou. Pela manhã , entrou uma enfermeira por engano ,era uma mulher de extrema maldade,cheia de agressividade e mal- humor. Eu já a conhecia porém era a primeira vez que ela me cuidaria e eu tremi diante daquele rosto.Ela falou-me agressivamente para levantar pois estava preguiçosa,[ela não tinha conhecimento de quanto eu amava me movimentar e trabalhar] eu estava indefesa e sem acompanhante e respondi que não teria como sair da cama.Nunca mais esquecerei como ela puxava o soro , o dreno e o tubo que ia para meu esófago, colocou-me para segurar meu dreno e saiu arrastando o soro, quando eu mal podia levantar.Entrei em uma crise de choro e pedi para ela me ajudar,foi como falar com um carrasco sem compaixão, e eu clamei a meu Deus e Pastor pois pensei em morrer.Levantei tremendo, minhas pernas não obedeciam eu sentia dor ate nos cabelos, e tudo foi em vão ,ela saiu me puxando sem do´alguma e pude sentir o nervosismo das amigas de enfermaria.Eu me sentia uma velhinha doente de cem anos tal era a minha fraqueza, e tudo piorou quando ela mandou-me limpar a bolsa colostomica sem luvas. Eu sabia o que eram bactérias e fiquei apavorada, para completar ela largou-me sozinha dentro do banheiro segurando em uma barra , dreno e disse que fosse até o vaso para fazer a higiene. Nunca me senti tão torturada por alguém e não sei como consegui fazer tudo, embora várias vezes eu quase apagasse. Fiquei com as mãos toda contaminada e quando ela retornou eu estava a beira de uma crise nervosa, iria desmaiar e ela sentiu o quanto errou e tratou de levar-me para a cama.Eu arfava e dizia a Deus que aquilo não aconteceria nunca mais comigo, se fosse passar por tudo de novo preferia morrer, queria ir para seus braços.Nesse momento eu entendi que Deus teria que me promover a guerreira,pois a guerra era desleal e o inimigo não era gentil, pelo contrário muito cruel.Decidi com Deus que ninguém pagaria o preço de me arrastar como uma inválida,e que eu manipularia minha ostomia quando fosse para casa ,não seria uma pobre -coitada e vestiria a roupagem de Efésios 6. Eu estava fraca na carne , porém a maldade daquela mulher usada pelo maligno, transformou em benção a minha vida dali para a frente.[QUANTO AO MAIS SEDE FORTALECIDOS NO SENHOR E NA FORÇA DO SEU PODER. RVESTI-VOS DE TODA ARMADURA DE DEUS, PARA PODERDES FICAR FIRMES CONTRA AS CILADAS DO DIABO; PORQUE A NOSSA LUTA NÃO É CONTRA O SANGUE E A CARNE, E SIM CONTRA OS PRINCIPADOS E POTESTADES, CONTRA OS DOMINADORES DESTE MUNDO TENEBROSO, CONTRA SA FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL, NAS REGIÕES CELESTES. PORTANTO TOMAI TODA A ARMADURA DE DEUS, PARA QUE POSSAIS RESISTIR NO DIA MAU E, DEPOIS DE TERDES VENCIDO TUDO, PERMANECER INABALÁVEIS.] EFÉSIOS 6. 10-13. quarta-feira, 14 de outubro de 2009
AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMEREI MAL ALGUM, POIS TU ESTÁS COMIGO
Era um domingo, Cherry tinha ido com os meninos me visitar, muitos irmãos e amigos foram ver-me e sempre era um refrigério estar com meus amados porém eu estava fechada psicologicamente e evitava falar. Depois que todos saíram voltei a pensar em minha nova condição e lá no fundo eu meditava na constatação de um presente trágico, eu só podia pedir:"Restaura, Senhor pelo menos o que me aconteceu. Restaura as rachaduras de minha psique,pois estava bem danificada, e eu temia por sequelas que certamente viriam se o Senhor não viesse com seu bálsamo sarar meu interior,para que eu aceitasse o exterior selado para mim sem nenhuma perspectiva de vida, e não morresse magoada com ele. Muitos podem chocar-se com minhas palavras,mas no principio eu declarei que não usaria de hipocrisia pois o próprio Jesus condenou isso.Deus não nos chamou para vivermos apaticamente em meio a tragédia que possa estar nos acometendo, mas para tomarmos uma posição diante do fato que está nos assolando.Jesus tem a capacidade de nos fazer encarar o deserto como um manancial, por mais inóspito e estéril que seu jardim tenha se transformado, ele enviara chuva para no tempo certo acontecer como no deserto do Neguebe.O Neguebe é um deserto no sul da Palestina, é um lugar ermo estéril onde nada é produzido, porém quando chega a época das chuvas , são chuvas torrenciais e acontece um milagre. As savanas secas se transformam em ribeiros , e a areia que é castigada o ano inteiro pelo sol muito quente viram mananciais e após a chuva brotam umas flores pequenas. São sementes quase mortas e secas , quase despercebidas, mas renascem ao cair das águas. Nesse tempo de vale e deserto , ao olharmos as circunstancias deixamos de andar nos caminhos mais altos com nosso Pastor, o coração fica quebrantado,já não existem lágrimas só dor, contudo Deus quer nos levar a crer que existe um rio em potencial dentro de nós. O Senhor deixou em sua palavra uma certeza para nossa vida [AQUELE QUE CRÊ EM MIM , DO SEU INTERIOR FLUIRÃO RIOS DE ÁGUA VIVA.]
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Mais um dia de expectativa e rotina, dentro do Hospital e percebi que já não conseguia bloquear em minha psique o fato de estar ostomizada, e isso começou a me angustiar.Sentia-me só a nível de relacionamentos e comecei a entender que só o Senhor entendia minha dor,pois ninguém de minha convivência era ostomizado.No início ainda me abri com alguns, depois me fechei dentro de uma ostra. Recusava-me a olhar e a tocar no assunto e desviava-me de qualquer pergunta, era doloroso, real-irreal não totalmente absorvido por minha mente,pois ainda que a minha carne e o meu coração desfalecessem, Deus era a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.[Salmo-73. 25-26.] É sutilmente majestosa a ação de Deus fazendo permanecer na fé e graça uma mulher totalmente fragilizada, mexida em seus brios femininos,angustiada e inconformada,ter consciência sobre a autenticidade de seus pressupostos.Uma das posições que tive que assumir foi estar grudada a Deus,e sabia que ele estava me me mantendo de pé,pois suas misericórdias são para sempre,isso enchia-me de esperança para caminhar pelo estreito caminho.É real que ele intervém em nossas vidas, apesar de tudo ele jamais deixará de ser Deus e livrara nossos pés das quedas e e deslizes.Se você carrega na alma a dor e angustia, abra o coração e a mente as verdades mais puras por ele discernidas. Faça isso e o E.Santo lhe agraciara com discernimento e sabedoria para compreender o ponto de vista de Deus sobre áreas que perturbam sua vida.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE , NÃO TEMEREI MAL ALGUM, POIS TU ESTÁS COMIGO.
Deitada em meu leito de hospital comecei a despertar para meus bloqueios-protetores emocionais, eu não queria olhar nem pensar que estava ostomizada, e isso mudaria todo o curso de minha vida.Entrei em muitos refúgios de minha psique para bloquear a realidade que eu não queria vislumbrar nem de longe, nem de perto e isso causou-me dolorosos momentos e um grande quebrantamento em minha alma e espírito diante de Deus.Podia lembrar as fotos onde eu e cherry temos juntos e em meu corpo tão certinho abraçada a CHERRY. Nós amávamos acampar e nossas oportunidades eram em lindas praias que explorávamos sempre que saiamos em grandes feriados com seu cunhado[Jayro] e sua irmã[leila.]Pensava naqueles dias e em outros que ficaram na história de nossas vidas, então chorava muito e procurava não pensar em mais nada, afinal não viveria muito e isso de uma certa forma fazia-me olhar a situação como passageira,então deletava tudo e procurava não olhar mesmo quando a enfermeira vinha olhar tubo, dreno e higienizar-me a bolsa colostomica.Evitava falar sobre isso com Cherry e a maioria dos amigos, doía muito por isso tinha os irmãos-amigos que eu sabia serem fontes seladas, com eles eu podia chorar sem pudores.O lustre de soro ainda estava grande e eu comecei a ter flebite na mão o que obrigou Dr. Gilberto a colocar um escalpo em minha outra mão.Eram muito ruins as furadas das agulhas pois não estava fácil achar uma veia que aliviasse aquele momento.Finalmente ela surgiu e e isso acalmou-me e ao Dr. Gilberto também.Louvo a Deus por Cherry não estar presente nesses momentos ,pois ele fica esqualido e desmaia e então a situação se complica,isso já ocorreu outras vezes,meu grandalhão tomba como um carvalho que foi cortado.Os dias iam passando e eu achava que não sairia mais dali,estava tão fraca que mal podia pensar em me mexer muito não comia nem podia beber água.Pedia a enfermeira para passar gelo em minha boca pois estava muito ressecada e o cheiro da comida dos acompanhantes e amigas de enfermaria me davam náuseas horríveis,era uma das piores horas do dia.Como agradeço a JESUS por tanto sustento e amor, amor que vinha dele através de todos que me abençoavam com amor e carinho e abençoavam minha família, pois estavam muito fragilizados. ,
sábado, 26 de setembro de 2009
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum pois tu estás comigo.
Eu estava muito saudosa de minha casa,minha familia, de meus irmãos em Cristo e meus vizinhos tão queridos.Embora a visita fosse todos os dias, e eu estivesse cercada de carinho, Hospital é Hospital.A Sheila ficou preocupada com o estado de minhas mãos e braços, levou um Reparil Gel para que os hematomas melhorassem,vi nisso um gesto de amor ,pois Crerry já estava tão sobre carregado e cansado, não perdia um dia de visita. Zé e Liliam estavam sempre juntos com Sheila vendo nossas necessidades, e eram presenças constantes no hospital.Quero citar:Ageu [meu Partor], Maria,Carlão, Marquinhos e Marize, que choraram como crianças ao meu lado.Pascoala,ex- sogra de minha filha[avó de Amora],Alexandre meu atual genro, minha filhota, meus meninos[os gémeos]Neuza,Ângela do RH DO inca que era minha vizinha,fora outros que não recordo pois estava ainda muito sedada.As vezes ficava pensando em pitchula, minha gatinha, que havia dado a luz uma linda ninhada,pensava como estariam os gatinhos.Meu Pastor alemão, Shalom não comia e chegou na ficar magro e triste,pois tenho um amor muito grande por meus animais.Pode parecer futilidade para muitos, porém para mim faz parte de minha vida.Em meio a todo esse amor só tenho que agradecer ao pai por essas perólas que o Senhor acrescentou em minha vida.O'Tempo passava e as dores não diminuíam, e eu consequentemente não dormia, e isso estava causando-me esgotamento mental e físico o que não era pontos a meu favor. No quarto dia vi a equipe de Dr. Gilberto entrando na enfermaria e vieram até meu leito,procurei meu centurião e não estava.Perguntei a um dos assistentes dele que eu mais simpatizava, onde ele estava, ele respondeu que estava em cirurgia, e não havia dado tempo dele comparecer, isso foi ruim para meu emocional, pois sabia que fariam algum procedimento comigo e eu estava apavorada com as dores.Foi quando percebi todo o material de curativo sendo manuseado por eles.Perguntei o que fariam e o assistente que citei disse-me que fariam o meu primeiro curativo,gelei pois tinha visto um em uma Senhora quando dei entrada naquela unidade com o mesmo tipo de câncer que tive,Depois disso Celeste foi internada no mesmo leito.Colocaram um lençol e disseram para eu não fazer manha[brincadeira],mas avisaram que doeria muito, por isso pedi uma toalha limpa que levei para morder.Seria melhor morder uma toalha do que gritar como louca,pois eu já estava sentindo dor.Começaram a manusear algo de dentro de mim e a dor estava indo as raias da loucura e eu quase sangrei a boca, pois apertava a toalha mais e mais. A dor começou a aumentar e tive medo de não suportar pois eles estavam tirando mexas de gaze enormes onde era o meu reto.Pensei que tinha acabado, mal sabia eu que só tinha iniciado, pois eles começaram a retirar algo de dentro de mim que eu não sabia o que era, e as dores eram tão lancinantes que quase apaguei, minha pressão desceu demais.Eles perceberam minha palidez e a toalha afrouxada de minha boca,eu falei vou morrer.Perceberam que havia algo errado e detectaram a pressão arterial antes de um óbito.[muitos pacientes morrem com a intensidade da dor, pode acontecer uma parada cardíaca,sem volta.]Estabilizaram minha pressão e me monitor-aram para continuar com o curativo, não podiam parar, e eu de me livrar daquele momento terrível. Continuaram puxando algo de dentro de mim,era uma eternidade de pavor porém conseguiram,e pude ver uma luva cirúrgica cheia como se fosse uma bola de aniversário, finalmente retiraram e senti um alivio acompanhado de dor,porém havia terminado.Tive noção que minha cicatrização seria de dentro para fora,então fiquei paralisada,pois mil pensamentos vieram e eu lembrei que tinha uma colostomia.Como eu só tomava soro e estava cheia de tubos isso passava por minha cabeça em flash,pois eu recusava olhar, meu emocional bloqueou esse detalhe tão doloroso que teria de conviver para sempre.
AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMEREI MAL ALGUM,POIS TU ESTÁS COMIGO
Quando amanheceu depois de uma noite de tortura, podia ouvir vozes alteradas que certamente era onde ficavam médicos e enfermeiras,então reconheci a voz de Dr.Gilberto cuja alteração passava da normalidade.Para minha surpresa ele entrou enfermaria a dentro e falava: Lis o que fizeram contigo? deixe eu ver seus braços, e quero saber a louca que fez isso com você. Ele sabia que eu era da área e sabia os procedimentos,e encheu-me de perguntas.Disse-me que já tinha sofrido o suficiente e não estava tranquilo com o escalpo, pois minha mão começava a dar sinais de flebite.Avisou-me que eu não poderia sentir nenhuma dor, pois isso sinalizaria que a veia havia fugido. Chamou o enfermeiro- chefe e deixou claro que não aceitaria nenhuma atrocidade daquela maneira comigo, senão a coisa ficaria preta.Pediu que vigiasse minha mão e não descuidasse de nenhum detalhe, ele estava revoltado.Eu estava com tanta dor que tudo a minha volta me deixava pior e pude ver o amor de Neuza tentando me acalmar. Quando ela falou que ia embora meu chão abriu e tive pavor de ficar ali entregue só Deus sabia a quantas surpresas. Olhei ela saindo depois de me beijar a testa ,e dizer,que Jesus estava comigo , e estava mesmo, eu podia sentir.Mais um dia de intensa dor e a Celeste,já citei sobre ela em postagem anterior, ficava ansiosa pois meus olhos ficavam parados e eu não esboçava nenhum movimento.Naquela noite quem ficaria comigo seria Marlene, profissional competente da área e irmã em Cristo, isso deixou-me mais aliviada.Quando Marlene chegou senti um imenso alivio pois a noite já havia chegado e eu senti um imenso amor de Deus em suas atitudes.Ela levou todos os seus cremes importados e começou a passa-los em mim,então lhe falei: Não desperdice seus cremes com um defunto vivo guarde-os pois são caros e sei que voce é que vai precisar deles em vida.Ela calmamente continuou massageando-me com os cremes e mandou que eu descansasse. Ah! como eu queria poder descansar,mas as dores eram tão fortes que minha sensação era que meus cabelos doíam também, que tolice!Naquela noite eu comecei a tossir e ficar febril,a cada tossida eu tinha a impressão que iria desmaiar, a dor colocava-me em desespero,e pedi a Marlene para me ajudar. Ela sentou-me e eu dizia baixinho a veia não pode fugir, e ela calmamente continuava a colocar-me em posição para fazer tapotagem em meus pulmões para retirar a secreção sem o doloroso processo de uma sucção por dreno. Senti o poder do Senhor encher aquela enfermaria,pois a secreção saiu e a febre desapareceu como apareceu. Ela dizia que poderoso era o Senhor para operar maravilhas, e senti que ocorreu mais um milagre naquela noite.Amanheceu, e ela deu-me o banho na cama como se eu fosse um bebe enchendo-me de carinho e sempre ministrando o Senhor sobre aquela situação,foram perólas preciosas que aquela irmã ofertou-me e nem mesmo ela tem noção disso mesmo que eu já tenha falado mil vezes. Essa irmã logo após foi morar nos EUA,voltando um ano depois. Quando ela saiu, eu fiquei profundamente abatida e chorei muito pois iria sentir sua falta. Olhei para o lustre[como eu chamava] de varias medicações em frascos de soro e não diminuía nem um, e pensei, meu Deus não deixe minha veia fugir e olhei para a mão que inchava a cada dia. Pensei como seria se isso ocorresse, a hipótese de um cate-ter não me alegrou nem um pouco e tornei a pedir ao Pai para poupar-me ao menos disso.
AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE MORTE, NÃO TEMEREI MAL ALGUM,POIS TU ESTÁS COMIGO.
Depois de passado tudo que relatei, e do Centurião Liberar minha ida para a enfermaria de três leitos, eu achava que ele me desceu por não haver saída para o meu diagnóstico e eu teria acesso a minha família nessa fase. Eu continuava toda entubada e com dreno, nessa fase pedi a Cherry que não permitisse o acesso dos meus filhos o quadro seria muito chocante para eles. No alto havia tantos frascos de soro que eu apelidei de lustre, eram muitos frascos e entendi que ficaria sob o jugo das agulhas durante muito tempo.Perguntei ao Dr.Gilberto o que o motivou a me retirar da UTI se a previsão era longa, ele respondeu-me : Você não diz que tem um Deus poderoso, pergunte a ele.Eu fiquei muda e maravilhada embora a dor não me desse trégua e eu visse a parede em frente toda colorida[efeito da morfina] como se alguém estivesse pincelando as nuances. Cherrry chegou ao INCA logo depois que eu desci e também ficou estático diante da decisão do Dr. Gilberto. Houve uma conversa entre os dois, e muito tempo depois Cherry veio até meu leito e falou baixinho: Está tudo bem amor, a sua reação pós- cirúrgica foi sem explicação, mas nós sabemos quem está nos presenteando com essa benção.Ele saiu, e foi quando começou a maior maratona a nível de dor que já senti em toda a minha vida. era uma dor tão grande que eu não conseguia esquece-la mesmo que me esforçasse, eu estava quase indo as raias do desespero tamanho era o nível da dor, e quando pedia analgésicos a resposta era não, estava tomando alta dose de morfina diretamente na medula.Qualquer deslize seria óbito então eu não teria outra opção a não ser sentir dor, e isso não me deixava dormir hora alguma. Na primeira noite a Neuza foi minha acompanhante, porém eu senti que ela estava sofrendo em me ver naquele quadro em que nada poderia ser mudado. Minha veia fugia do soro com imensa constância e isso deixou uma enfermeira irritada pois ela achava que eu era responsável. Por isso ela tentou pegar minha veia com uma agulha gelco quatorze que só é utilizada em emergência máxima de pacientes super- desidratados e assim ela deixou meus braços negros, estourou minhas veias enquanto cantava. Minha prima chorava, eu também, então meu Pastor encheu aquela enfermaria com sua presença e eu clamei em minha quase insanidade que ele tirasse aquela mulher e que enviasse um anjo em meu socorro. Nesse instante entrou uma enfermeira e com autoridade perguntou a ela porque fez aquilo,e ela saiu sem nada falar como se temesse algo. A que assumiu procurou uma veia com um escalpo e me falou olhando nos meus olhos:Voce acredita em Deus? eu falei só creio nele, então ela avisou novamente que iria imobilizar minha mão e que eu não mexesse com o braço para que a veia não fugisse,pois seria muito dificíl achar outra. Fiquei agradecida ao Pai por sua misericórdia e não mexi mais com a mão, e isso deu algumas complicações.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMEREI MAL ALGUM, POIS TU ESTÁS COMIGO.

AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMEREI MAL ALGUM,PORQUE TU ESTÁS COMIGO.
Hoje depois de muitos dias senti-me mais fortalecida para continuar postando, a dor é mais ténue embora eu não entenda como uma família se dissolve, e os planos feitos a dois evaporam como fumaça, eu fico imaginando como isso ocorre embora tenha consciência que tudo é um processo.Reporto-me a UTI onde estava quando postei a última vez e das dores que sentiria durante seis dias e seis noites. A primeira manifestação do milagre de Deus em minha vida, foi a curta permanência que fiquei na UTI. Meu organismo respondeu milagrosamente a todo o processo cirúrgico gravíssimo que passei, e isso surpreendeu a todos da equipe , principalmente ao Dr. Gilberto.Apenas vinte quatro horas permaneci na UTI ,estava muito confusa ainda, e dopada de morfina quando ouvi meu Centurião dizer que eu desceria para a enfermaria. Não entendi nada, pois tinha uma paciente com o mesmo diagnóstico que ouvi naquela tenebrosa noite.Pude escutar as enfermeiras conversando baixinho,elas estavam comentando sobre uma paciente que já estava exatamente a três meses lutando contra a morte, eu pensei que estavam falando de mim.E Diziam: Coitada, tão nova e todo esse tempo nessa gravidade, coitado do marido dela telefona todo dia e quando vem sai arrasado.Nesses momentos eu tinha acordado e como já citei a UTI estava escura apenas com luzes bem fracas, pois vinham da outra sala.Minha cabeça não concatenava os pensamentos em sequência e achei que eu era a paciente, e tive uma sensação terrível que estava morrendo. Pensei em Cherry mas não conseguia nem chorar, era muita morfina com anestesia.Só depois de algum tempo ouvi novamente falarem sobre a coitadada paciente e completaram a frase: Dona Terezinha não está reagindo mais a essa medicação, vamos falar com dr. Gilberto, coitado do marido dela é tão gente boa. Então entendi embora muito atordoada que não se tratava de minha pessoa, meu coração ao mesmo tempo que recebia a noticia e mesmo muito longe do meu raciocínio normal se alegrou,mas eu senti dor por essa pessoa que era uma mulher como eu e que sofreu o mesmo procedimento, uma De Milles ou seja amputação do reto e colostomia definitiva. Foi quando derramei minhas primeiras lágrimas, embora sem entender muito a situação.
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